08/06/2017 18h34

Abaf e Ministério Público se unem na campanha de combate ao carvão ilegal

Para Wilson Andrade, diretor da Abaf, este tipo de carvão está associado a outros crimes

Por: Painel Florestal - Abaf
 
 

De acordo com sua meta de contribuir para que o setor que representa se desenvolva sobre bases sustentáveis, a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf) está apoiando a campanha "Carvão Ilegal é Crime", parte do projeto Floresta Legal e desenvolvida em parceria entre o Núcleo de Defesa da Mata Atlântica (Numa) e o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama). A campanha, que tem ainda o apoio do Governo do Estado da Bahia (através da Secretaria do Meio Ambiente), foi apresentada durante a ‘Oficina dos Promotores de Justiça com Atuação na Área Ambiental’ realizada em 1º de junho, em Praia do Forte (BA).

O encontro do Ministério Público reuniu membros de diversas regionais e foi presidido pela coordenadora do Ceama, promotora de Justiça Cristina Seixas. "É uma oportunidade de reunir os promotores de Justiça para discutir as questões ambientais da Bahia e alinhar estratégias de atuação", afirmou Seixas, que abriu o evento ao lado dos promotores de Justiça Fábio Fernandes Corrêa, coordenador do Numa, e Oto Almeida, promotor Ambiental de Mata de São João.

O promotor de Justiça Fábio Fernandes destacou que o problema do carvão ilegal foi muito grave no Extremo-sul, o que levou a Promotoria Ambiental, em 2011, a desenvolver a operação ‘Cruzeiro do Sul’, resultado de um trabalho de conscientização que deu início à parceria com a Abaf. "A campanha teve excelentes resultados, mas detectamos que o problema era maior ainda, o que resultou na operação, cujo sucesso pode ser medido pela destruição de mais de 3 mil fornos ilegais e o desmantelamento de uma verdadeira quadrilha", salientou Fernandes, frisando que atualmente outras promotorias enfrentam problemas relacionados e podem ser beneficiadas pelo programa. "A campanha consiste em conscientização, por meio da distribuição de material mostrando que há uma série de outros delitos envolvidos". O promotor frisou que ao adquirir carvão, o comprador deve saber a origem dele, para evitar crimes correlatos. "É uma cadeia que envolve tráfico de drogas, prostituição, roubo e furto e, caso ela não seja quebrada, novas operações podem vir a ser realizadas", concluiu.

O diretor executivo da Abaf, Wilson Andrade O diretor executivo da Abaf, Wilson Andrade

"A conscientização da população por meio da informação é a arma mais importante e poderosa que temos. A campanha mostra de maneira clara, direta e transparente como estes atos ilegais podem interferir em diferentes âmbitos, assim como na vida dos envolvidos. Assim, estamos apoiando o Ministério Público neste trabalho que será feito nas regiões do Estado onde houver necessidade", afirma o diretor executivo da Abaf, Wilson Andrade. Ainda de acordo com Andrade, os atos criminosos trazem diversos outros problemas para a sociedade, como o crime organizado, o trabalho infantil, a evasão escolar, a exploração do trabalhador, o tráfico de drogas e a sonegação de impostos, o que demonstra a dimensão da mazela de roubo e queima de madeira nativa e eucalipto para a produção ilegal de carvão. "Além disso, o roubo de madeira e os incêndios provocados por esta atividade são problemas que contribuem para a devastação do meio ambiente", acrescenta.

Nesta nova etapa da campanha serão instalados outdoors em cidades estratégicas. Além disso, serão distribuídos cartazes, banners e folders. Um spot de rádio também estará sendo veiculado.

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