05/10/2017

Novo guindaste vai aumentar transporte de eucalipto pelo mar

Equipamento instalado em Portocel permitirá abastecer embarcações mais rápido, tirando carretas da madeira da BR 101

Publicado orginalmente no Gazeta Online
 
Portocel, no Espírito Santo Portocel, no Espírito Santo

O trânsito de carretas carregadas com madeira de eucalipto na rodovia BR 101, no Espírito Santo, pode ser reduzido drasticamente nos próximos meses. Desde agosto já está em operação um novo guindaste em Portocel que irá aumentar o volume de madeira que chega para a Fibria, em Aracruz, por meio de barcaças marítimas. O novo equipamento reduz em 40% o tempo de carregamento e descarregamento das embarcações, que tem capacidade para transportar um volume equivalentes a 100 carretas tritrem (veículo de carga com três semi-reboques).

O investimento é de R$ 54,4 milhões para a instalação de quatro guindastes, dois em Barra do Riacho, em Aracruz, e outros dois em Caravelas, na Bahia, de onde partem boa parte das madeiras utilizadas pela empresa. O processo de carga e descarga, que antes demorava uma média de 12 horas por barcaça, poderá ser feito em sete horas com os novos guindastes.

Além de reduzir o impacto nas estradas, o objetivo da mudança de modal é aumentar a produtividade sem gerar maiores prejuízos ambientais. Atualmente, cerca de 25% do transporte de madeira é feito pelo mar. A intenção é que este número cresça nos próximos meses.

"Entre as vantagens desse novo sistema podemos destacar o aumento da produtividade, melhor aproveitamento do espaço interno das barcaças, redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da segurança nas estradas, além de redução de custos operacionais", salienta o gerente-geral florestal da Fibria, Carlos Nassur.

A execução do projeto de modernização do transporte marítimo também contribui para movimentar a economia nas respectivas regiões. No pico do projeto, foi mobilizado um efetivo de cerca de 150 pessoas, metade no Espírito Santo e metade no sul da Bahia. Os guindastes foram fabricados na Finlândia e são alimentados por energia renovável produzida pela própria Fibria.

 
 

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