As Coníferas Ibero-Americanas

Pinus montezumae

quarta, 25 de janeiro de 2012

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Pinus montezumae é uma espécie endêmica da América Central, podendo ser encontrada desde o norte do México, estendendo-se à Guatemala e indo até as regiões mais frias e montanhosas da Nicarágua. A espécie se adapta bem a locais com variada pluviosidade (entre 800-1.500 mm/ano) e se distribui geralmente em altitudes que variam entre 1.500 a 3.200 metros. P. montezumae também se desenvolve em zonas subtropicais e temperadas, adaptando-se bem a temperaturas médias que variam de 10 a 18°C. Os solos em que a espécie melhor se adapta são os de boa drenagem, moderadamente férteis e profundos (SIDALC, s/d). O mesmo autor também apontou a resistência de populações desse pinheiro ao ataque de pragas e também a incêndios florestais.

Na sua região de origem, seu nome comum é pinheiro “ocote”, também sendo conhecido popularmente como pinheiro do Colorado, como “ocote branco”, como “ocote fêmea” ou como pinheiro Montezuma. Porém, ele se enquadra taxonomicamente como uma conífera pertencente à família Pinaceae. De acordo com Gymnosperm Database (2011), a espécie possui duas variedades: Pinus montezumae Lamb. var. montezumae e Pinus montezumae Lamb. var. gordoniana, os quais se diferenciam a partir de algumas características morfológicas e regiões de origem. Nessas, podem ser encontrados tanto em povoamentos praticamente puros ou em florestas mistas principalmente com outras espécies de Pinus ou com distintas pináceas como as do gênero Abies (SIDALC, s/d). Embora ainda abundante, a FAO (s/d) relatou grandes desmatamentos da espécie nas regiões montanhosas da Guatemala, para fins agrícolas, causando posteriormente problemas de erosão, de perdas de solo e sedimentação de rios da região pelo uso inadequado do solo.

P. montezumae é atualmente encontrado em plantações comerciais em diversas regiões do mundo, tais como: na África do Sul, na Austrália, na Bolívia e alguns outros países africanos. Isso porque sua madeira é bastante apreciada para a construção civil, apresentando coloração clara que vai do amarelo amarronzado até o quase branco. A resina deste pinheiro também é bastante apreciada e possui alta capacidade inflamável, característica que explica a utilização da madeira também como combustível, podendo ser usada tanto para aquecer ambientes quanto para a cocção de alimentos (Wikipédia, 2011). SIDALC (s/d) também destacou a dureza da madeira dessa espécie, a qual apresenta textura fina e grã reta. É por isso que além da construção civil, também podem ser confeccionados móveis, esquadrias, dentre outros produtos da marcenaria e carpintaria, além de celulose e de papel.

A árvore adulta na região de origem pode atingir até 35 metros de altura e diâmetro médio do tronco de 50 a 80 cm. Sua copa é considerada densa e tem a coroa arredondada, proporcionando ramos grossos e que se dispõem geralmente em posição bastante horizontal (Gymnosperm Database, 2011). P. montezumae apresenta desenvolvimento considerado lento para o gênero até os seus três anos de idade - após esse período, seu crescimento torna-se bastante vigoroso. Antes de atingir a maturidade, sua copa tem formato piramidal; contudo, também bastante densa. Seu tronco é reto e vertical até os 65%, a partir daí se iniciam bifurcações e ramos (SIDALC, s/d). A casca do pinheiro Montezuma é bastante espessa, apresentando coloração cinza ou marrom escuro e contendo estrias verticais bastante profundas (Gymnosperm Database, 2011).

As folhas de P. montezumae são aciculadas e agrupadas em números que variam de quatro a seis. Elas apresentam coloração verde escuro, comprimentos entre 15 e 30 cm e são dispostas de forma inclinada nos ramos (Gymnosperm Database, 2011). Os cones masculinos têm coloração azul arroxeada, formato cônico ovóide e possuem escamas bastante espessas. Eles geralmente se encontram agrupados em duplas ou em trios nos ramos da árvore. Já as inflorescências femininas são ligeiramente inclinadas, de dimensões que variam de 12-15 cm de comprimento para 7-10 cm de diâmetro quando maduras e apresentam coloração castanho-clara durante esse período. A maturação geralmente ocorre nas épocas de inverno na região de origem, coincidindo com a da liberação das sementes (Gymnosperm Database, 2011), que são diminutas, com coloração marrom escura, apresentando no máximo 6 mm de comprimento; contudo, quando acrescentando suas asas (sementes aladas) podem alcançar até 20 mm.

No Brasil, a espécie ainda é pouco difundida e segundo Suassuna (s/d) não há condições adequadas para o seu desenvolvimento em plantações comerciais em grande parte do território brasileiro. Dessa forma, pesquisas poderiam ser feitas objetivando avaliar o potencial da espécie para as distintas regiões brasileiras podendo servir futuramente, através do melhoramento genético, como uma opção para outras espécies de Pinus comuns em florestamentos no país. Apesar disso, a espécie tem tido atratividade para fins paisagísticos no Brasil, em função de sua copa densa, acículas longas e pequeno porte pelo lento crescimento.

Grande parte das bibliografias encontradas na internet refere-se a trabalhos nas regiões de origem para P. montezumae. Observem a seguir pesquisas e artigos técnicos desenvolvidos com a espécie.

Pinus montezumae. The Gymnosperm Database. Website Conifers.org. Acesso em 29.12.2011:
http://www.conifers.org/pi/Pinus_montezumae.php

Pinus montezumae. Enciclopédia Wikipédia. Acesso em 29.12.2011:
http://en.wikipedia.org/wiki/Pinus_montezumae (em Inglês)
http://es.wikipedia.org/wiki/Pinus_montezumae (em Espanhol)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinus_montezumae (em Português)

Pinus montezumae. A Enciclopédia Livre. Acesso em 27.12.2011:
http://www.a-enciclopedia-livre.info/?title=Pinus_montezumae

Secuencia de arribo de coleópteros en árboles de Pinus montezumae Lamb. dañados por incendios. J. F. Gonzáles; C. L. Cázares; D. C. Tovar; A. E. Martínez; H. M. S. Posadas. Revista Ciencia Forestal en México 34(106): 149-170. (2009)
http://www.scielo.org.mx/pdf/cfm/v34n106/v34n106a8.pdf (em Espanhol)

Seeds stored in the forest floor in a natural stand of Pinus montezumae Lamb. F. Carrillo–Anzures; G. Vera–Castillo; O. S. Magaña–Torres; J. M. Guldin; R. P. Guries. Revista Ciencia Forestal en México 34(106): 41-60. (2009)
http://www.scielo.org.mx/pdf/cfm/v34n106/v34n106a3.pdf (em Inglês)

Ips e insectos barrenadores en árboles de Pinus montezumae dañados por incendios forestales. J. F. Gonzáles; H. M. S. Posadas; C. L. Cázares; D. C. Tovar; D. A. R. Trejo; J. V. Hernández. Madera y Bosques 14(1): 69-80. (2008)
http://dialnet.unirioja.es/servlet/dcfichero_articulo?codigo=2720806&orden=0 (em Espanhol)

Caracterización edáfica de sitios con regeneración natural de Pinus montezumae Lamb. en el Volcán Malinche, México. G. V. Correa; B. E. V. Martínez; M. L. R. Gamiño; I. V. D. Rubio. Agrociencia 41 (004): 371-383. (2007)
http://www.redalyc.org/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=30241401 (em Espanhol)

Pinus montezumae Lamb. - Species descriptions. A. Aldrete. RNGR - Reforestation, Nurseries and Genetic Resources Program. 03 pp. (2004)
http://www.rngr.net/publications/ttsm/species/PDF.2004-03-15.5545/at_download/file (em Inglês)

Fire ecology of Mexican pines and fire management proposal. D. A Rodrigues-Trejo; P. Z. Fulè. International Journal of Wildland Fire 12: 23-37. (2003)
http://www.uv.mx/personal/tcarmona/files/2010/08/Rodriguez-y-Fule-2003.pdf (em Inglês)

Resumo: Characterization of Pinus ectomycorrhizas from mixed conifer and pygmy forests using morphotyping and molecular methods. S. Sokolski; M. Bernier-Cardou; Y. Piché; J. A. Bérubé. Canadian Journal of Botany 79(10): 1211-1216. (2001)
http://www.nrcresearchpress.com/doi/abs/10.1139/b01-079 (em Inglês)

Resumo: Chloroplast evolution in the Pinus montezumae complex: a coalescent approach to hybridization. J. A. Matos; B. A. Schaal. Evolution 54(4): 1218–1233. (2000)
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.0014-3820.2000.tb00556.x/abstract (em Inglês)

Incremento y rendimiento maderable de Pinus montezumae Lamb. en San Juan Tetla, Puebla. E. M. Zepeda Bautista; M. Acosta Mireles. Madera y Bosques 6(001): 15-27. (2000)
http://redalyc.uaemex.mx/pdf/617/61760102.pdf (em Espanhol)

A cultura do Pinus: uma perspectiva e uma preocupação. J. Suassuna. Brasil Florestal (29). (1977)
http://www.fundaj.gov.br/geral/textos%20online/estudos%20avancados/pinus.pdf

Guatemala. A stand of Pinus montezuma partially cleared for cultivation. FAO (s/d= Sem referência de data)
http://www.fao.org/docrep/x5374e/x5374e07.htm (em Inglês)

Pinus montezumae Lamb. SIDALC - Servicio de Información y Documentación Agropecuario de las Américas. Nota Técnica n°115. 02 pp. (s/d)
http://orton.catie.ac.cr/repdoc/a0009s/a0009s115.pdf (em Espanhol)

Imagens sobre Pinus montezumae:

http://www.google.com.br/search?q=Pinus+montezumae&hl=pt-BR&biw=
1280&bih=523&prmd=imvns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=
2KqETpbYDJPPgAets9gZ&ved=0CDUQsAQ (Pinus montezumae. Imagens Google)

http://www.pbase.com/edgegallery/image/62613229 (Pinus montezumae. Fota Co Cork Ireland)

http://www.google.com.br/search?tbm=isch&hl=pt-BR&source=
hp&biw=1280&bih=492&q=%22pinus+montezuma%22&gbv=2&oq=
%22pinus+montezuma%22&aq=f&aqi=&aql=&gs_sm=e&gs_upl=
1251l5217l0l5518l17l17l0l16l0l0l300l300l3-1l1l0 ("Pinus montezuma". Imagens Google)

http://www.gapphotos.com/imageresults.asp?txtsearchterm=montezuma (Pinus montezuma - Nymans Gardens, Sussex. Gap Photos)

Fonte: Pinusletter

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