No período de janeiro a setembro, a indústria brasileira de papel e celulose apresentou crescimento de 8,9% na receita de exportações, que totalizou US$ 5,4 bilhões. A produção, no período, atingiu a marca de 10,5 milhões de toneladas de celulose e 7,3 milhões de toneladas de papel, oque representa estabilidade no comparativo com o mesmo período do ano passado.
Os dados são da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) e apontam ainda que as vendas externas do setor de celulose correspondem a 69,0% desse total, somando US$ 3,7 bilhões no acumulado de 2011. No entanto, as exportações de celulose, ficaram em 7,5% no comparativo com 2010. Já a receita das exportações de papel teve alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado (janeiro a setembro), chegando ao montante de US$ 1,7 bilhão.
Em relação às vendas internas de papel produzido no País, houve um recuo de 1,5% no período e impactos nos segmentos de imprimir, escrever e de papelcartão. Para a Bracelpa, esse resultado tem sido causado pelo aumento das importações desses produtos, nos quais incide a imunidade de impostos quando são destinados à produção de livros, jornais e revistas.
Papel imune irregular
A legislação brasileira concede imunidade de impostos que incidam sobre "livros, jornais, periódicos e ao papel destinado à sua impressão”. Mas, de acordo com os dados setoriais da Bracelpa, os papéis de imprimir, escrever e papelcartão têm sido alvo de ações ilegais, já que depois de serem declarados como imunes de impostos, estariam sendo utilizados em outras finalidades que não as editoriais. Isso gera concorrência desleal com o papel tributado e leva à evasão fiscal.
No ano de 2010, as operações ilegais com papéis declarados imunes movimentaram 620 mil toneladas de papéis de imprimir e escrever e resultaram em uma perda estimada em R$ 411 milhões para os cofres públicos.
Fonte: Painel Florestal, com InfoMoney