Apesar de alta alavancagem, Suzano diz que emissões são última opção

Além disso, a empresa também descartou atrasar o Capex da unidade Maranhão que encontrasse em construção, sendo o principal projeto de expansão da Suzano no momento.

terça, 01 de novembro de 2011

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Dentre os principais pontos a se destacar no resultado divulgado pela Suzano Papel e Celulose (SUZB5) na última sexta-feira (28), certamente está o aumento da alavancagem observada em função da apreciação do dólar frente ao real.

Como consequência, analistas de mercado colocaram o assunto no centro da pauta da teleconferência realizada com o alto escalão da empresa nesta segunda-feira (31).

Risco de quebra de covenant

Em primeiro lugar, Antônio Maciel Neto, presidente e diretor de relações com investidores da Suzano, reiterou que nenhuma covenant da emissão de debêntures foi quebrada, apesar da relação dívida líquida/Ebitda ter saltado de 2,2x há um ano para 4,2x no final de setembro.

Isso porque as coventants do compromisso preveem que o indicador não deve ultrapassar 4,0x por dois trimestres consecutivos, o que ainda não aconteceu e, segundo Maciel Neto, já está sendo revertido, uma vez que o dólar na atual cotação, próximo a R$ 1,70, já derruba essa relação que foi tão afetada pela dispara da moeda norte-americana no início de setembro.

Caixa garante compromissos

E se mesmo assim houver quebra de covenants no final do ano? "Sem problemas", garante o empresário, que lembra que detém R$ 3 bilhões em caixa frente aos cerca de R$ 600 milhões de compromissos atrelados à essas covenants.

Questionado sobre a possibilidade de hedge para minimizar efeitos semelhantes no futuro, o executivo foi enfático: "Não fazemos hedge para balanço, só para fluxo de caixa".

Sem emissões

Como a alta alavancagem da Suzano provém única e exclusivamente da variação cambial, mas também de projetos maciços de investimento e expansão, a empresa também foi questionada sobre outras iniciativas que possam tornar o cenário de alavancagem mais confortável.

A possibilidade de realizar uma emissão de ações em 2012 foi praticamente descartada e classificada como a última opção na mesa, uma vez que é considerada custosa demais para os acionistas.

Maranhão segue para novembro de 2013

Além disso, a empresa também descartou atrasar o Capex da unidade Maranhão que encontrasse em construção, sendo o principal projeto de expansão da Suzano no momento.

Maciel Neto acredita que a opção de reduzir o ritmo das obras não é viável pois um alto volume de investimentos já foi realizado e, embora o momento exija um alto esforço de alavancagem, resulta em uma forte geração de Ebitda logo a partir do startup, com previsão mantida para novembro de 2013.

Fonte: Info Money

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