21/03/2013 19h05

Executivo do Banco de Desenvolvimento da China estuda viabilidade de investimentos em MS

Diretor executivo da Reflore, Dito Mário, falou em especial sobre a formação do maior complexo de papel e celulose do mundo, em Três Lagoas

Por: Painel Florestal - Assessoria
 
 
Foto: Painel Florestal Foto: Painel Florestal

Campo Grande não tem favelas e o Estado oferece muitas oportunidades de investimentos. Foi com essa avaliação que o representante-geral do Banco de Desenvolvimento da China (China Development Bank Corporation - CDB), Weidong Zhou, encerrou a reunião com dirigentes de entidades representativas do setor produtivo de Mato Grosso do Sul, na Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), nesta quarta-feira (21). A missão do banco percorre o Estado analisando possibilidades de investimentos, com especial interesse na área de logística. Integrante do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China, países com economia em ascensão - a China tem interesse em estreitar cooperação técnica-financeira e as relações comerciais com países latino-americanos para atender a crescente demanda do mercado interno.

O presidente da Famasul, Eduardo Reidel, apresentou o crescimento do agronegócio, que hoje representa cerca de 16% do PIB do Estado. Os grãos produzidos no Estado são fonte de interesse do mercado asiático. O diretor corporativo da Federação das Indústrias de MS (Fiems), Jaime Verruck, demonstrou a aceleração do crescimento industrial, que registrou ascensão anual de 17% de 2005 a 2010, e mostrou os gargalos do setor produtivo, com vistas a atrair investimentos.

Verruck mostrou possibilidades de rotas de saída para o Pacífico, alternativa que facilitaria ao Estado o escoamento para o mercado asiático. “A logística que sempre encareceu os custos de produção agora está inviabilizando as exportações. A solução não vem a curto prazo, por isso precisamos urgente de investimentos”, ressaltou Eduardo Riedel, fazendo referência às dificuldades de embarque de soja brasileira para a China, justamente por problemas logísticos.

Além da Famasul e Fiems, o diretor da Associação dos Produtores de Bioenergia (Biosul), Isaias Bernardini, apresentou aos executivos chineses um panorama do crescimento do setor sucroenergético, e o diretor executivo da Associação Sul-mato-grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore), Dito Mário, demonstrou a evolução do setor, em especial com a formação do maior complexo de papel e celulose do mundo, em Três Lagoas.

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