06/10/2017

União Europeia sobretaxa aço brasileiro

Siderúrgicas europeias reclamavam de preços excessivamente baixos; decisão afeta as unidades brasileiras de ArcelorMittal e Aperam, CSN, Usiminas e Gerdau

Reuters
 

A União Europeia (UE) decidiu taxar o aço laminado a quente do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia, após queixa de siderúrgicas europeias de que o produto usado para construção e maquinários estava sendo vendido a preços excessivamente baixos.

A decisão afetava as ações de siderúrgicas brasileiras na Bovespa na manhã desta sexta-feira (6).

A UE cobrará uma tarifa antidumping de 17,6 a 96,5 euros por tonelada a partir de sábado, informou o diário oficial do bloco na quinta-feira.

A Comissão Europeia inicialmente havia proposto estabelecer preço mínimo de 472,27 euros por tonelada, mas revisou a proposta depois que não conseguiu o apoio dos países membros da UE.

Empresas afetadas

Entre as empresas sujeitas à sobretaxa estão as unidades brasileiras de ArcelorMittal e Aperam, que também produzem na Europa, a Companhia Siderúrgica Nacional, Usiminas e Gerdau, com taxas entre 53,4 e 63 euros por tonelada.

O aço iraniano estará sujeito a uma taxa de 57,5 euros por tonelada e a ucraniana Metinvest Group à cobrança de 60,5 euros.

As taxas para os produtores russos variaram entre 17,6 euros para a PAO Severstal, 53,3 euros para a Novolipetsk Steel e 96,5 euros por tonelada para a MMK.

A Comissão também encerrou sua investigação sobre as importações de aço da Sérvia sem propor medidas.

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