07/08/2017 20h13

Forte resultado operacional sustenta plano de expansão da Suzano Papel e Celulose

Balanço do 2º trimestre deste ano reforça trajetória de queda do custo caixa e disciplina nas despesas

Por: Painel Florestal - Assessoria
 
Unidade da Suzano em Imperatriz, no Maranhão Unidade da Suzano em Imperatriz, no Maranhão

A Suzano Papel e Celulose divulgou os resultados referentes ao segundo trimestre de 2017, com números que reforçam o foco da companhia na Competitividade Estrutural e sustentam a estratégia de ingressar nos Negócios Adjacentes, com a produção de tissue a partir do segundo semestre deste ano. Empresa de capital aberto com o custo mais competitivo da indústria brasileira pelo terceiro trimestre consecutivo, a Suzano concluirá até o final do ano a construção de duas fábricas de papel tissue e o desgargalamento da fábrica de celulose de Imperatriz (MA).

A manutenção dos investimentos em um período de incertezas econômicas foi possível graças ao êxito do planejamento em curso nos últimos anos. O custo caixa de produção de celulose por tonelada, que havia alcançado R$ 642 em média em 2015, mantém trajetória de queda desde então e atingiu R$ 576 no primeiro semestre deste ano. Na comparação entre segundos trimestres, o custo caixa de R$ 568/tonelada no período de abril a junho representa queda de 10,7% sobre o mesmo período do ano passado.

Outro destaque de 2017 é o custo dos produtos vendidos (CPV), que ficou em R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre, retração de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando o CPV por tonelada produzida, o indicador encolheu 5,3%, contra uma inflação de 3% no intervalo.

Além do controle das despesas, a Suzano tem mantido um nível de alavancagem saudável mesmo diante da forte volatilidade cambial. Com isso, a relação entre dívida líquida e Ebitda terminou o primeiro semestre em 2,7x, contra 2,8x do final de março.

A manutenção do endividamento em um patamar favorável e o rígido controle das despesas, com destaque especial ao custo caixa de produção de celulose, representam algumas das prioridades estabelecidas pela diretoria da Suzano e entregues de forma recorrente ao longo dos últimos trimestres.

"A consistência dos nossos resultados é consequência da estratégia que norteia o dia a dia de todos os colaboradores da Suzano. A busca por ganho de competitividade e o foco em novas avenidas de crescimento, representadas pelos Negócios Adjacentes, são permanentes", ressalta o presidente da Suzano, Walter Schalka. "Acreditamos que esse modelo seja um importante alicerce para o futuro da companhia", completa.

Na última segunda-feira, a Suzano anunciou a intenção de ingressar no Novo Mercado da B3, o mais alto nível de governança da Bolsa brasileira. A decisão foi aprovada em Reunião do Conselho de Administração e está sujeita ao cumprimento prévio do acordo de acionistas da companhia. Uma vez concluída, a operação representará a migração de todas as ações preferenciais para ações ordinárias, na proporção de 1 para 1, e direito de voto a todos os acionistas, que também contarão com tag along de 100%.

Investimentos

A busca por operações cada vez mais eficientes é fundamental para a continuidade dos investimentos, que somaram R$ 752,3 milhões no primeiro semestre. Até o final do ano, este valor deve alcançar R$ 1,8 bilhão, impulsionado pela construção das duas novas linhas de produção de tissue nas fábricas no Nordeste.

A fábrica de papéis sanitários (tissue) da Unidade Mucuri (BA) começará a produzir em setembro, inicialmente a partir da oferta de bobina de papel. Já a produção de tissue em Imperatriz (MA) deve ter início em novembro. Na sequência, cada unidade terá sua própria linha de produtos acabados. Os projetos seguem o cronograma e o orçamento previstos inicialmente e têm como foco atender o crescente mercado de tissue nas regiões Norte e Nordeste.

Outro grande projeto com conclusão prevista para setembro é o desgargalamento da fábrica de Imperatriz. O projeto ampliará a capacidade de produção de celulose de 1,5 milhão para 1,65 milhão de toneladas anuais.

Também em 2017, a Suzano investiu na instalação de uma nova linha de cut size e de um cristalizador, além de ter dado início em julho às operações de uma nova Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) na Unidade Mucuri.

Os investimentos no cristalizador e na ETE são importantes não somente em função de questões econômicas, mas também do ponto de vista ambiental. O cristalizador permitirá a redução do consumo de químicos. Além disso, a taxa de remoção de cloretos e potássio na linha de produção da unidade deverá ser ampliada de 70% para 95%.

Já a nova ETE tem capacidade para tratar 2.900 m³/h dos efluentes líquidos gerados na fábrica, o que garantirá melhoria adicional à qualidade da água devolvida ao Rio Mucuri. Ao mesmo tempo, o projeto aumentará a capacidade da Unidade Mucuri de suportar períodos de estiagem mais severos, dado que a necessidade de captação de água será reduzida.

Resultado

A Suzano Papel e Celulose reportou Ebitda ajustado de R$ 1,157 bilhão no segundo trimestre de 2017, alta de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a geração de caixa operacional totalizou R$ 910,2 milhões, expansão de 25,8% em igual base comparativa.

O ROIC consolidado no período de 12 meses até o segundo trimestre alcançou 11,3%. O resultado líquido foi positivo em R$ 199 milhões no segundo trimestre, impulsionado pela demanda robusta por celulose e pela disciplina de custos, fatores que mais do que compensaram o impacto (sem efeito caixa) provocado pela desvalorização do real frente ao dólar na linha financeira.

 

Envie seu Comentário


 
 

SOBRE O PAINEL FLORESTAL