24/07/2015 14h40

Flávio Maluf fala sobre os desafios da gestão da indústria brasileira

“É importante aproveitar bem as oportunidades, sobretudo em condições desfavoráveis”, disse o presidente da Eucatex, uma das gigantes do setor florestal.

Por: R7 Notícias
 
Formado em engenharia mecânica, Flávio Maluf é presidente da Eucatex. Formado em engenharia mecânica, Flávio Maluf é presidente da Eucatex.

Em entrevista para a Revista Referência Industrial, Flávio Maluf destacou os desafios da gestão industrial no país. Formado em Engenharia Mecânica, Flávio é presidente da Eucatex e ao longo dos 30 anos que trabalha na empresa enfrentou crises, aproveitou as oportunidades e nos mostra sua experiência no setor. Ele fala sobre o setor industrial, sobretudo nos desafios, levantando as ações em diferentes fases da empresa.

Porque inovar

A Eucatex teve início em 1951, sendo a primeira companhia genuinamente brasileira a pensar em questões do meio ambiente, no conforto ambiental e acústico. Flávio Maluf enfatiza que o pioneirismo é algo importante para a evolução do negócio. É importante ter foco para depois expandir o ramo de atuação. O que ocorreu com a companhia, que iniciou com a construção civil e hoje atende a fabricantes de imóveis e grandes indústrias.

Para vencer em situações de instabilidade é imprescindível saber contornar as situações, sobretudo as mais delicadas. Uma gestão eficiente deve saber realizar investimentos na produção mais eficiente, na distribuição e abordagens junto aos clientes. Flávio Maluf afirma que é importante aproveitar bem as oportunidades, sobretudo em condições desfavoráveis.

As dificuldades do setor industrial

Apesar da posição geográfica favorável do país, ainda temos dificuldades de obter crédito, os juros são altos e a taxa tributária não favorece. É difícil ser empresário no Brasil. Flávio Maluf dá o exemplo do setor florestal, que exige um capital de giro elevado e se tornou uma dificuldade a ser contornada. O setor necessita arrendar a terra e só após seis anos é possível colher. Sem o crédito as indústrias correm o risco de ficar sem capital.

O presidente destaca que algumas condições, sobretudo econômicas, são barreiras para a indústria e o comércio. O que pode agravar em tempos de crise. Segundo ele, a economia dinâmica exige que os profissionais deem o melhor de si e ainda escolham as oportunidades mais adequadas, o que nem sempre é fácil.

Gestão 20.1

Com as possibilidades tecnológicas é possível ampliar o mercado e criar parcerias. O executivo destaca que algumas soluções baseadas na oportunidade são determinantes para o momento em que as indústrias brasileiras vivem. O cenário exige investimentos em tecnologia para ganhar competitividade tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico.

Só na Construção Civil , por exemplo, 80% das empresas da indústria da construção tem previsão de investir em novas tecnologias nos próximos cinco anos. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que ainda mostra que 49% das empresas são estimuladas a investirem em tecnologia por conta dos benefícios. Entre eles a redução de seus custos de produção com investimentos em maquinário, equipamentos ou processos mais modernos.

Perspectiva para 2015 e 2016

O executivo acredita que 2015 e 2016 serão anos difíceis para a indústria brasileira, com poucas exceções, como o ramo alimentício e de bebidas. Segundo ele, a solução é segurar um pouco os investimentos, o espírito empreendedor, custos e esperar que o mercado apresente uma melhora para tomar decisões sob uma perspectiva mais adequada para o setor.



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