10/07/2017 17h34

Wilson Andrade toma posse no Comitê Consultivo do Fundo Comum de Commodities da ONU

O objetivo do comitê é apoiar projetos em commodities que ajudem a criar emprego, aumentar a renda familiar, reduzir a pobreza e melhorar a segurança alimentar

Por: Abaf
 
Wilson Andrade é diretor executivo da Abaf Wilson Andrade é diretor executivo da Abaf

O empresário e economista brasileiro Wilson Andrade é o mais novo membro do Comitê Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU). Os membros do CC se reuniram na sede do CFC, em Amsterdam (Holanda), de 03 a 06/07, para análise de projetos apresentados por diversos países em desenvolvimento e têm, dentre outras, atribuições de aconselhar a Diretoria Executiva sobre prioridades e ações do CFC; e aprovar relatórios de projetos em andamento.

O Fundo Comum de Commodities (www.common-fund.org) é uma instituição financeira intergovernamental autônoma estabelecida no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem 101 Estados-membros, dentre estes o Brasil. Sua visão e missão incluem: contribuir para o crescimento social e econômico, o desenvolvimento sustentável, o acesso aos alimentos e a integração dos países em desenvolvimento com os mercados internacionais e regionais através da adição de valor sustentável a commodities e cadeias de valor relacionadas. Espera-se que o CFC seja um parceiro líder na operacionalização de atividades para commodities em países em desenvolvimento.

O CFC seleciona, aprova e apoia cerca de 12 projetos por ano com um compromisso total indicativo de US$ 10 milhões. Cada projeto recebe de US$ 300 mil a US$ 1.5 milhão, com até 7 anos de prazo de execução. São propositores elegíveis: instituições públicas e privadas, instituições de desenvolvimento bilaterais e multilaterais, cooperativas, organizações de produtores, pequenas e médias empresas, empresas de transformação e comercial e instituições financeiras locais.

Entre 2012 e 2015, o CFC aprovou 348 projetos no valor total de US$ 600 milhões atendendo demandas, inclusive do Brasil, de madeira, algodão, gado, juta, sisal, cacau, café, couro, batata, caju, chá, frutas, peixe, mel, milho, flores, bambu e leite.

Os projetos devem ser financeiramente sustentáveis, escaláveis e com amplo impacto no desenvolvimento das partes interessadas nas cadeias de valor das commodities. Devem criar emprego, especialmente para jovens e mulheres; aumentar a renda familiar; reduzir a pobreza; melhorar a segurança alimentar e criar colaboração efetiva e econômica entre produtores, indústrias, governos, organizações da sociedade civil e outros interessados no desenvolvimento baseado em commodities.

Oportunidades - Para Wilson Andrade, que também é diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), com a presença de um brasileiro no CC, a Bahia e o Brasil ganham pelo acesso às informações e pela maior interação entre os países no desenvolvimento de commodities. "A Bahia e o Brasil precisam se internacionalizar mais. O Brasil, por exemplo, participa com apenas 1% das exportações mundiais. E este esforço não pode ser só do Governo. Na participação do CC, temos a possibilidade de trazer informações importantes para o Brasil e, com isso, estarmos mais perto das oportunidades. E não apenas pela possibilidade de atração de financiamento, mas pela proximidade com outros fundos da ONU e de países-membros nas áreas sociais, ambientais e econômicas. Além disso, podemos levar a possíveis interessados as demandas da área do agronegócio – o setor que mais ajuda o Brasil a crescer", explica o empresário.

Os membros do Conselho Consultivo, no total de nove, são selecionados com base em representação geográfica ampla e equitativa, experiência individual em questões de desenvolvimento de commodities, são nomeados como experts por um período de dois anos e podem ser reconduzido uma vez. O processo de indicação de Wilson Andrade teve início com o Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia (Sindifibras), com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e a Associação Comercial da Bahia; com apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (SEAGRI). Em nível nacional, apoiaram a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Câmara de Fibras do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore), a Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), a Associação Mineira de Silvicultura (AMS) e a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR). Em nível internacional, Andrade teve apoio da INFO (International Natural Fibres Organization). Com essas indicações, o processo foi encaminhado à Secretaria de Relações Internacionais e do Agronegócio do MAPA e ao Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e, com isso, foi apresentado ao Fundo Comum de Commodities pela Embaixada do Brasil em Haia (Holanda).

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