10/05/2013

Cientistas da Nova Zelândia afirmam que o ouro cresce na biomassa das árvores

O ouro extraído das plantas é uma nanopartícula e tem grande potencial para a indústria química, que usa esse tipo de material como catalisador de reações

Por: Exame
 
Eucalipto também cresce rápido Eucalipto também cresce rápido

O dinheiro não cresce em árvores, mas parece que o ouro sim. Uma equipe de cientistas descobriu um método de cultivar e colher ouro de plantas. A técnica usa plantas para extrair partículas do ouro a partir do solo. Algumas espécies de plantas têm a habilidade de obter elementos químicos por meio de suas raízes e concentrar metais, como o zinco, nas folhas e brotos.

Em entrevista ao LiveScience, Chris Anderson, geoquímico ambiental especialista na técnica pela Universidade Massey (Nova Zelândia), afirmou que é possível obter ouro de plantas de crescimento rápido, como mostarda ou girassol. Quando as plantas atingem a sua altura máxima, o solo deve ser tratado com produtos químicos que tornam o ouro solúvel. O solo deve ter partículas de ouro. Assim, quando a planta transpira, absorve o ouro do solo e o acumula em sua biomassa.

O ouro extraído das plantas é uma nanopartícula. Isso tem grande potencial para a indústria química, que usa esse tipo de material como catalisador de reações químicas.

O problema é o processo de colheita, pois o ouro não se comporta como um material vegetal. É preciso queimar as plantas em um processo que exige grandes quantidades de ácidos fortes para que o ouro não desapareça. Os riscos ambientais também são altos porque os produtos químicos usados na colheita, como cianeto, são venenosos.

(2) Comentários

Envie seu Comentário!

Restam caracteres. * Obrigatório
Digite as 2 palavras abaixo separadas por um espaço.
 

MINHA VO JA DIZIA QUANDO ERAMOS CRIANCAS SE FOR PRA FALAR BOSTA NAO FALE NADA !

 
MATHEUS em 13 de maio de 2013 às 12:26

Na minha humilde opinião, houve distorção entre a descoberta e as afirmações que compõem a notícia. Uma coisa é descobrir uma técnica, atentando para seus pontos positivos e negativos e tendo cautela antes de traze-la para a prática. Outra coisa é extrapolar tudo isso a uma manchete sensacionalista e assimilações precipitadas. Admiro o trabalho do Painel e sugiro um pouco de cautela. Abraço!

 
Lumma PF em 11 de maio de 2013 às 09:31

 
 

SOBRE O PAINEL FLORESTAL