05/07/2017 16h39

Abimci anuncia que madeira serrada do Brasil terá mais cinco anos de isenção fiscal nos Estados Unidos

Na avaliação do presidente da Abimci, José Carlos Januário, a decisão é uma vitória para a indústria da madeira brasileira

Por: Abimci
 
José Carlos Januário é o presidente da Abimci José Carlos Januário é o presidente da Abimci

Após sete meses de trabalho, seguindo todos os protocolos exigidos pelo governo dos Estados Unidos, a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) recebeu decisão favorável do governo americano quanto ao pedido de revisão da isenção fiscal para a madeira perfilada de coníferas (HTSUS 4409.10.05) dentro do Sistema Geral de Preferência dos EUA (SGP).

Na prática, significa que as exportações brasileiras desse produto continuarão a ser realizadas para o mercado americano sem a incidência de imposto de importação por mais cinco anos. Caso não fosse obtida a renovação do benefício, a alíquota seria de 3,2% sobre o produto. O parecer foi divulgado na última sexta-feira, 30.

Na avaliação do presidente da Abimci, José Carlos Januário, a decisão é uma vitória para a indústria da madeira brasileira. "Mostra a representatividade do setor e da instituição diante de um dos nossos principais mercados compradores", afirma. A defesa apresentada pela associação baseou-se em argumentos como a importância da isenção da taxa para que pequenas e médias empresas continuem a ter acesso ao mercado norte-americano e não cessem suas atividades, garantindo a geração de empregos e renda mesmo em um momento delicado da economia brasileira.

Diante da importância dos negócios com os norte-americanos para o setor de madeira do Brasil, a Abimci tem atuado de forma intensa para criar condições mais favoráveis de geração de negócios às empresas associadas. Em visita recente aos Estados Unidos, a entidade cumpriu uma série de agendas junto ao Departamento de Comércio Americano e ao órgão responsável pela gestão do SGP. O objetivo da Associação é garantir a isonomia competitiva e acesso a esse mercado nas mesmas condições que os principais países concorrentes.

A Associação ressalta que o processo de defesa do produto brasileiro contou com apoios de instituições como Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (CEBEU), Confederação Nacional da Indústria (CNI), empresas associadas e órgãos do governo federal.

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