04/10/2017

Práticas sustentáveis precisam ser viáveis economicamente, diz presidente do Conselho de Meio Ambiente da CNI

Evento CNI Sustentabilidade, realizado nesta quarta-feira (4), em Brasília, debate oportunidades e desafios na agenda do desenvolvimento sustentável

CNI
 
“As iniciativas de sustentabilidade devem ser incorporadas à estratégia do negócio e não caracterizadas por ações de compensação” - Marcos Guerra “As iniciativas de sustentabilidade devem ser incorporadas à estratégia do negócio e não caracterizadas por ações de compensação” - Marcos Guerra

As práticas sustentáveis precisam ser viáveis economicamente e gerar resultados para atrair empreendedores e investidores. Essa foi a afirmação de Marcos Guerra, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante cerimônia de abertura da 6ª edição do evento CNI Sustentabilidade, nesta quarta-feira (4), em Brasília. O objetivo é debater tendências de negócios, tecnologias inovadoras, oportunidades e desafios na agenda do desenvolvimento sustentável. "As iniciativas de sustentabilidade devem ser incorporadas à estratégia do negócio e não caracterizadas por ações de compensação", disse Guerra.

Ele destacou que nos últimos cinco anos, desde quando ocorreu a Rio+20, houve avanços das ações da indústria para a conservação do meio ambiente e para a eficiência no uso dos recursos. No entanto, é possível melhorar o engajamento do setor industrial na agenda da sustentabilidade. "Um ambiente institucional política e economicamente estável e com o propósito de incentivar a sustentabilidade é condição necessária, mas não suficiente para avançarmos de forma consistente", ressaltou.

Guerra mencionou que os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), são uma oportunidade para promover inovações nos negócios. "Observar os ODS como insumo para estratégias empresariais e políticas públicas é uma forma de articulação mais efetiva entre os objetivos sociais, ambientais e econômicos".

Ele entregou ao secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente Everton Lucero, que representou o ministro José Sarney Filho, os 18 documentos que mostram iniciativas industriais para promover o desenvolvimento sustentável. "A sustentabilidade precisa estar no centro da definição de políticas públicas. Precisamos de todos para que o tema entre na pauta econômica do país para que possamos ir para novos patamares de desenvolvimento", afirmou Lucero.

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