22/04/2013

Novas tecnologias apresentadas no MS Florestal

Sistema de precisão da agricultura chegará à silvicultura

Painel Florestal
 
 
Rafael Antônio, gerente de Marketing da Valtra
Foto: Painel Florestal Rafael Antônio, gerente de Marketing da Valtra
Foto: Painel Florestal

Reportagem apresentada em vídeo no programa Painel Florestal TV no último sábado, 20 de abril, no Canal Rural:

Novas tecnologias para a silvicultura de precisão. Com este tema, o gerente de marketing da Valtra, Rafael Antônio, iniciou os trabalhos no MS Florestal 2013 na quinta-feira, 11, no município de Bonito, localizado a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande. “Este ano lançaremos tratores robotizados, com novos sistemas de piloto automático”, anunciou.

Segundo Rafael Antônio, através de muito planejamento, simulações e organizações de projetos ousados, com plantios em nível e em curvas, aproveitando até a água da chuva, a Valtra contribui para a evolução do setor florestal. Por isso, com essas novas tecnologias, a forma de trabalhar com silvicultura está mudando, proporcionando um ganho operacional inicial de 15% no plantio, usando espaçamento de 3,6 metros com uma pequena margem de erro de três centímetros. Assim, o número de árvores por hectare aumenta, além de haver uma redução de consumo de combustível e de custo de plantio.

Esta nova tecnologia desenvolvida pela Valtra com tratores foi toda absorvida pela Eldorado Brasil. De acordo com Rafael Antônio, no pacote de vendas das máquinas também está incluído o treinamento para os operadores dos tratores. “Em pouco tempo chegaremos a um ganho operacional inicial de 20%”, acrescentou Rafael Antônio. Na área de telemetria, são feitos os processos de gravação, envio e análise das mensagens. O equipamento pode ser usado em tratores e colheitadeiras, localizando máquinas e informando como está o nível de trabalho – tudo em tempo real.

Um dos principais benefícios destes equipamentos está ligado ao controle de planejamento, proporcionando custos menores em todas as etapas de produção. As máquinas trabalham com tecnologia de transmissão GPRS, o que possibilita o envio de dados por qualquer operadora, além de fornecer todos os detalhes para a manutenção preventiva. O equipamento também armazena informações. “O cliente é avisado de tudo o que ele tem que fazer. Assim, a redução de custos é certa com relatórios detalhados de rendimento”, destacou Rafael Antônio.

John Deere, por seu lado, investe em tratores robôs para a agricultura e o passo seguinte é levar esta tecnologia para o plantio de florestas.

Nos próximos cinco anos, a agricultura de precisão será predominante na John Deere, sendo utilizadas no estudo de viabilidade e direcionamento. A ideia é acoplar aos maquinários mais dispositivos tecnológicos, não se limitando apenas ao GPS. O anúncio foi feito durante o MS Florestal 2013 na tarde de hoje, 10, por Tiago Oliveira, engenheiro agrônomo e gerente divisional da John Deere.

Segundo Tiago Oliveira, os tratores serão verdadeiros robôs, com antenas para corrigir as inclinações do terreno seguindo o centro de gravidade da própria máquina. Hoje, a correção do solo já é feita em tempo real via satélite, usando um GPS pós-processado. Além disso, a empresa desenvolve produtos com sinais de rádio e com o equipamento fixado ao solo. Em caso de queda de sinal, o restabelecimento é feito em no máximo 15 segundos.

Toda esta tecnologia permitirá, ainda, que os tratores tenham um piloto automático. “O sistema avisa qual o caminho a ser seguido. No Brasil, essa tecnologia vai se popularizar em pouco tempo e, como consequência, poderá ser utilizada no setor florestal. As diferenças do sistema tradicional para o piloto automático são brutais”, destacou Tiago Oliveira, que apresentou rapidamente um vídeo de um trator fazendo a subsolagem com piloto automático.

Os equipamentos desenvolvidos funcionam não apenas para os tratores da marca John Deere, e podem ser utilizados com empresas que concorrem no setor. Tiago Oliveira informou que nos próximos anos a estrutura de concessionárias da John Deere será bem maior do que é no Brasil. “Como projetamos um grande crescimento, não esquecemos nem ignoramos o setor florestal”, comentou Tiago Oliveira.

O gerente comercial Auteq – join venture da Jonh Deere -, Rodrigo Vilella, também palestrou no MS Florestal 2013 e explicou como o gerenciamento de frota nesta área evolui. Ele ressaltou que equipamentos desenvolvidos pela empresa possuem sensores que indicam onde estão os problemas, fornecendo informações filtradas para uma tomada mais rápida de decisão. “O que acontece hoje com os tratores é o que houve com a indústria e os problemas podem ser solucionados à distância”, disse Rodrigo Vilella.

Os computadores de bordo nos tratores permitem que o controle saiba – à distância – se estas máquinas realmente estão em operação. As novas máquinas acusam qualquer problema devido aos computadores e indicam o local mais próximo para o procedimento de manutenção. “Muitas empresas estão utilizando este sistema para controlar terceiros. As informações são tão detalhadas que permitem quanto tempo foi trabalhado no trator, calculando o tempo ocioso. Isso ajuda a agilizar estratégias de aumento da produção e os equipamentos ficam, em média, sete anos sem precisar de assistência técnica ”, explicou Vilella.

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