06/10/2017

Fibria inaugura oficialmente o primeiro viveiro automatizado de mudas de eucalipto do mundo

Tecnologia foi importada da Holanda, onde já é amplamente usada para o plantio de flores

Da Redação
 

A Fibria acaba de inaugurar, oficialmente, o primeiro viveiro automatizado de mudas de eucalipto do mundo. Com uma área de 48 mil metros quadrados, o viveiro tem capacidade para produzir 43 milhões de mudas de eucalipto por ano e será a base de suprimento para a operação florestal da companhia em Três Lagoas (MS), onde a Fibria iniciou, no final de agosto, a operação de sua segunda linha de celulose.

Conhecida como "fábrica de mudas", o novo viveiro automatizado conta com 24 robôs que realizam a seleção, plantio, diagnóstico das mudas e até o embarque automático para o transporte, tudo com base em inteligência artificial. A tecnologia foi importada da Holanda, onde já é usada para o plantio automatizado de mudas de flores. Esse modelo permitirá à empresa ter uma produtividade três vezes maior do que um viveiro tradicional.

Mudas são produzidas em tubetes degradáveis conhecidos como Ellepot Mudas são produzidas em tubetes degradáveis conhecidos como Ellepot

"A operação do viveiro automatizado demonstra o alto grau de inovação, competitividade e robustez dessa iniciativa. Buscamos o que há de mais avançado em tecnologia e automação no mundo, tendo como principal desafio adaptar esse conhecimento aos processos e às necessidades da Fibria", diz Tomás Balistiero, gerente geral de Operações Florestais da Fibria em Três Lagoas.

Segundo o gerente geral da Fibria, a qualidade das mudas produzidas pelo processo automatizado é melhor que o tradicional, com um custo de produção cerca de 25% menor.

Além disso, o viveiro automatizado incorpora conceitos de sustentabilidade na sua operação: os tubetes em que são plantadas as mudas são de papel degradável, conhecidos como Ellepot, e não mais de plástico, o que gera redução de resíduos, menor consumo de água e menor impacto ambiental.

A nova A nova "fábrica de mudas" utiliza robôs em várias etapas

Além da otimização das atividades dentro do viveiro, o uso da nova tecnologia apresentará melhorias ergonômicas também para os operadores.

O transporte das mudas é feito por meio de bandejas automáticas, com identificação rastreável, o que permite o acompanhamento do trajeto das mudas durante todo o processo de produção. Até então, esse trabalho era todo feito de forma manual. Os robôs cuidam de tudo.

O sistema de irrigação é automatizado. Uma estação meteorológica monitora o clima e garante o fechamento automático de tetos retráteis, protegendo as mudas de um excesso de chuvas ou qualquer outro tipo de intempérie. Essa estação também mede a intensidade da energia solar no viveiro para controlar a exposição das mudas ao sol.



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