09/03/2017 17h10

Dificuldades, novos negócios e avanços tecnológicos!

O novo artigo do renomado silvicultor Nelson Barboza Leite trata de novas oportunidades de negócios florestais na região sudeste

Por: Nelson Barboza Leite
 
O engenheiro agrônomo e silvicultor Nelson Barboza Leite O engenheiro agrônomo e silvicultor Nelson Barboza Leite

Há pouco tempo, tivemos a grata satisfação de conhecer o empreendimento da Floresvale – www.floresvale.com.br - empresa sediada em Pindamonhangaba (SP), que atua no Vale do Paraíba. No meio de um fantástico estoque de madeira, que está sendo colocado à margem do mercado, a empresa, ousadamente, se meteu a adquirir florestas, com 8 a 10 anos, plantadas originalmente para celulose e manejá-las para produção de madeira para serraria.

Um caso para ser conhecido e com todos os ingredientes para se tornar um grande negócio: disponibilidade de florestas, região de alta produtividade, mercado para madeira de serra em crescimento e, acima de tudo, o crédito do empreendedor. É tudo uma maravilha? Não! Há florestas para todos os gostos. É preciso selecionar relevo, acessos e qualidade das florestas. É preciso utilizar conceitos básicos da silvicultura para promover o manejo – excelente oportunidade para observações tecnológicas e operacionais -, visando agregar valor ao metro cúbico da madeira.

A torcida é para que algumas serrarias se instalem na região. E essa janela é muito promissora – não se trata de investimentos bilionários e com garantia de madeira adulta e a preços competitivos. Na verdade, é tudo que uma serraria deseja! A empresa já mantem cerca de 5.000 ha de florestas sob manejo e comercializa mais de 3000 metros cúbicos/mês de toras com diâmetro acima de 0,30 m. E o mais importante: ávida por conhecimento e parcerias industriais para completar o ciclo do negócio!

Há enormes possibilidades para expansão dos negócios. Esse grande estoque de florestas se encontra a cerca de 200 km do Rio de Janeiro ou de São Paulo, importantes centros consumidores, bem como, próximas ao porto de Itaguaí (RJ) ou Santos (SP) para eventual exportação dessa madeira .

O sucesso desse empreendimento poderá abrir perspectivas concretas para o aproveitamento de muitas florestas sujeitas às agruras do mercado atual. E acima de tudo, poderá propiciar a formação de importantes polos industriais para o uso de nossas florestas plantadas. Com certeza, virão avanços tecnológicos para manejar e colher a madeira numa região de extrema vocação florestal. A silvicultura brasileira vai agradecer!

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