FLORESTA NATIVA X FLORESTA PLANTADA

por Confúcio Moura

quarta, 09 de novembro de 2011

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 O Pará, Mato-Grosso e Rondônia foram sempre os vilões do desmatamento.

Foi assim porque foi mandado ser assim. Erro de um lado. Acerto do outro. E o tempo foi passando, e tudo que era certo virou errado. E agora está fincado no conceito do errado. Desmatar a floresta nativa, não dá. Além do mais - fica sujo na foto.

Era assim: a derrubada, madeira branca, madeira nobre e fogo. Lá “atrásmente” era na base do aparado e do fogo. Derrubada baixa, pra o toco ficar curto e fogo comer o resto. As cinzas, troncos seculares se transformavam em montes lineares de cinzas. Riscos de cinzas como num crematório amazônico. A cremação de vidas. Lá vinha a “bandarra” feito uma peste. A sementeira, guardada na terra, debaixo das folhas podres, quebrada a dormência pelo fogo, vinha palpitante nas primeiras chuvas.

O fazendeiro endoidecia de raiva porque tinha de gastar dinheiro para cortar a bandarra, o paricá, madeira mais desejada, hoje em dia, para se reflorestar na Amazônia.

Ô vida complicada!

É o homem querendo acertar e erra. É o homem querendo errar e acerta. E o Estado do Pará cansou de levar puxão de orelha. Sair do mapa das operações e batidas da Policia Federal. E prende aqui e prende ali. E o velho Pará de guerra, como sempre o Pará, com a força da sua História linda está dando a volta por cima. A bandarra virou madeira nobre, que se planta, e muita – é o paricá vivificado.

O Acre nem se fala. A floresta é a sua base de prosperidade. É dogma, é marca, é princípio e fim ao mesmo tempo. Floresta em pé. O desenvolvimento tem que ser com a floresta natural em pé. Este é o fundamento do Acre. E pronto. E acabou a conversa. E o Acre está melhorando.

O Mato Grosso está no mesmo caminho. Embora sempre leve uma ferroada no traseiro, mas, lá vai ele com seus instrumentos públicos sérios, trabalhando as consciências da gauchada. Porque a gauchada, os “catarina” pegam firme na soja e no algodão. E tem feito do Mato Grosso exemplo de produção. Porque com a gauchada e os “catarina” não se brinca. Se cochilar o pau quebra e se planta mais soja. Cidades lindas do interior. Ricas e maravilhosas. E o Mato Grosso, lá vai ele agarrado em cada mão com o mesmo objetivo, plantar lavoura e preservar a floresta nativa.

E agora, chegou a nossa vez. A Rondônia deve se mostrar bonita na foto. No fotoshop. Sem rugas, sem espinhas, pele de seda.

Ainda se tem núcleos de resistência, teimosos, saudosistas das velhas práticas, querendo tocar a vida como nos tempos de lampião. O lampionismo amazônico, como um cangaceiro moderno, que fala uma coisa de dia e na calada da noite faz outra. Jura de morte que a madeira tem origem. A noite puxa toras das reservas ambientais. Até nas indigenas.

Já melhorou muito.

Nas, uma ilegalidade puxa a outra. Atrás da madeira ilegal sempre tem outros crimes. Tem os homicídios, as drogas e todos os tipos de violências possíveis.

Vamos plantar floresta minha gente, para se ter paz. Vamos plantar bandarra, aroeira, itaúba, teca e tudo o mais. Deixe a nossa floresta em pé e na paz da natureza. É caro demais fazer coisas ilegais. O gasto com advogado, o caminhão preso, a carga apreendida na barreira, a multa altíssima, o nome sujo, a falta de sossego. Até quando nó iremos caminhar por caminhos tão tortuosos?

Vamos plantar bandarra. Vamos seguir o exemplo de Paragominas. Vamos fazer grandes projetos, os bancos financiam, tire o dinheiro debaixo do colchão e jogue a dinheirama no reflorestamento.

Este é o caminho da NOVA RONDÔNIA e do Governo da Cooperação. Tem o meu apoio. O Governo bate palmas pra você. E então?

Fonte: EmRondonia.com