Há nove anos, a SBS juntamente com outras entidades de classe, como Bracelpa, Aimex, SBEF, entidades representativas estaduais, Embrapa Floresta e outras entidades de ensino e pesquisa iniciavam um movimento setorial para elaborar documento de referência para apresentar aos presidenciáveis da época. O documento foi feito, discutido e apresentado. Missão cumprida! Oito anos depois, às vésperas de nova eleição presidencial, depois de longo período com mesmo governo, encontramos o setor diante do mesmo dilema: devemos apresentar um novo documento com novas ou com as mesmas sugestões? Os mais céticos e pessimistas de plantão acham que não adianta nada e que é sempre a mesma lenga-lenga. Os otimistas acreditam que sempre vale o esforço e que esse é o papel das entidades atuantes e dos profissionais que querem ver o setor fortalecido. Vamos aos fatos para refletir sobre a validade de se fazer esse novo esforço:
- Há fatos novos, que justifiquem ajustes e mudanças?
- Os grandes problemas, lá de trás, foram resolvidos?
- Os novos empreendedores nas novas fronteiras estão confortáveis para continuarem investindo?
- A complexidade das legislações foi resolvida? A corrupção acabou?
- Há financiamentos em condições adequadas para a atividade?
- A política de fomento florestal pegou? Os fomentados estão satisfeitos?
- Foi resolvida a questão institucional do setor?
- Existe política de governo para acompanhar o crescimento setorial?
- O Código Florestal está sendo modificado para regulamentar as atividades florestais?
- Você sabe onde discutir, ou a quem sugerir ou reclamar das políticas públicas do setor?
Vamos voltar aos velhos tempos de por uma cruzinha, ou de responder sim ou não para avaliar nossa situação! Se você encontrar um sim, fique tranqüilo, as coisas estão indo bem! Mas se você encontrar 10 (dez) não, mexa-se! Precisamos fazer alguma coisa. Nós todos precisamos pensar no que fazer. É um desafio para todos os silvicultores!